Essa sexta fui assistir à estréia do filme mais esperado do ano (estou esperando desde o ano passado, só para constar), que demorou um mês a mais pra estrear no Brasil, pois a estréia oficial ocorreu no dia 25 de março, provavelmente por causa da nossa querida Lebre de Março (bem a cara do Tim Burton).
Antes mesmo de comprar as entradas ouvi uma crítica do filme no rádio feita pelo Rubens Ewald Filho que eu achei excelente, embora ele tenha dito que o filme decepcionaria pelas alterações na história.
Agora se segue a crítica da leiga (não tãããããão leiga quando o assunto é "Alice no País das Maravilhas", mas ainda assim leiga) que vos fala:
Em questão de figurino e cenário está tudo perfeito, o que provavelmente fica ainda mais evidentes nas sessões 3D (vou assistir sexta). Posso dizer com certeza que a computação gráfica de "Alice" é superior à de "Avatar". E quanto ao figurino, só para se ter uma noção, a roupa da Alice se altera mais de cinco vezes! Portanto, pode-se dizer que nesses dois aspecto o filme é simplesmente PERFEITO!
A trilha sonora é impecável, impecável.
Atuações fantásticas, como já esperado de Helena Bonham Carter (Rainha de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca) e Johnny Depp (Chapeleiro Maluco); e uma surpresa com Mia Wasikowska (Alice) que foi muito melhor do que eu imaginava.
E um roteiro (por incrível que pareça) surpreendente!!!
Mas como tudo tem seu lado bom e ruim, no caso de "Alice" não podia ser diferente.
A história original foi em muito alterada; Alice com 19 anos é muito diferente da Alice com 10 ou 12 anos - de Lewis Carroll.
O País das Maravilhas não está tão maravilhoso assim, porque vive uma época sombria. Por haver tal clima "pesado" e uma história envolvendo ele, acho que na verdade esse filme deveria ser o segundo ou terceiro de uma série, assim o primeiro teria toda a magia que gira em torno do "País das maravilhas" e nos filmes subsequentes se encaixaria muito bem esse tipo de "releitura" da história.
As tão esperadas palhaçadas sem sentido do Chapeleiro Maluco e da Lebre de Março (esperadas pelo menos por mim) acabam não sendo tão acentuadas pelo enredo da história ser um pouco pesado para piadas sem sentido; há sim partes engraçadas, mas não o bastante pra você dar uma boa risada.
Achei um erro terrível algumas questões que envolvem a lagarta: a fumaça do seu cachimbo de água não forma letras nem desenhos, e além de ser uma lagarta com cara de retardada (o que na verdade deveria ser o extremo oposto) ela vira BORBOLETA no final (eu não me lembro disso na história original, e achei um pouco purpurina demais).
Só mais um detalhe: NÃO assista nem por decreto o filme dublado, em especial porque a voz de dublagem do Chapeleiro Maluco é uma ofensa ao personagem e ao ator maravilhoso que o interpreta. (Voz desafinada, horrorosa!)
Resumindo: O filme é lindo, enche os olhos. Possui uma história que quebrou todos os paradigmas e conseguiu surpreender mesmo sendo "conhecida". Há muitas frases de impacto (que postarei mais pra frente) e mostra que a idade não é uma limitação. E embora tenha seus pontos positivos e negativos (muito mais positivos que negativos), vou assistir mais MIL VEZES!!!
E recomendo que façam o mesmo!!!